A arte de Silimo prende pela nitidez e pela forma directa como se apresenta: táctil, familiar, próxima, autêntica. É possível imaginar, no seu traço, a paciência de um pescador e a subtileza de um cirurgião, construindo, linha a linha, os corpos e os gestos das pessoas que retrata.
Há uma consciência clara de que, nas suas mãos, se tecem vidas e narrativas do meio social. Com destreza, posiciona as figuras nos seus contextos, ora nos gestos que lhes dão prazer, ora nos deveres que, independentemente dos sentimentos, dialogam com os seus estados emocionais.