Blanga consegue, em pequenas obras, oferecer-nos todo um mundo habitado pelo encanto, pelo gesto e pela humanidade na sua valsa existencial. A pintura em aguarela deixa-nos sempre perante o dilema do belo subtil: uma mancha que cresce e se expande sobre o papel branco. Como que a contrariar essa delicadeza da cor e da mão que pinta preguiçosamente, surgem figuras de formas exageradas, expressando a plasticidade do corpo perante as exigências a que é submetido: a vida, o quotidiano, a economia do mercado, os sistemas e a própria organização social.

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