A Fundação Fernando Leite Couto inaugura na quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, às 18 horas, a exposição de pintura de Cristina González Martin, com curadoria de Yolanda Couto.
O trabalho de Cristina González Martin destaca-se pela forma como representam as emoções, a energia cósmica e a beleza que vem das coisas simples, mesmo que indecifráveis pelo frenesim dos dias. É, por isso, uma pintura que apela aos sentidos, ao sossego, como se procurasse atenuar os vários conflitos interiores que e os dilemas do quotidiano, que nos impedem de estabelecer equilíbrios.
Utilizando a técnica de pintura de óleo em tela, a artista trabalha a poeticidade do espaço.
«Pinto para honrar o presente — para refletir a beleza ao nosso redor e as emoções que nos atravessam. A minha obra é um espaço silencioso onde a melancolia, a alegria, a plenitude e o mistério se encontram, convidando-nos a parar, sentir e reconhecer o sagrado no quotidiano. Procurar as impressões na minha retina, dar asas à imaginação, buscar a simplicidade de um abrir e fechar de olhos, encontrar aquele momento em que tudo é uma atmosfera íntima.» afirma Cristina.
Na obra de Cristina González, a pintura não busca representar o mundo exterior, mas revelar o movimento secreto da alma. As suas paisagens, por vezes subtilmente figurativas, outras puramente emocionais, surgem como atmosferas que respiram, se desvanecem e regressam. É uma arte que não grita, mas sussurra. Que não impõe, mas escuta.
Cristina González Martin é uma artista visual espanhola que iniciou o seu percurso artístico há cerca de vinte e dois anos em Bruxelas, na Bélgica. Psicóloga e especialista em comunicação, fortemente preocupada com a crise climática e com os riscos associados, o seu contacto com diferentes culturas fruto de uma vida em constante deslocação entre países e continentes, marcou profundamente o seu trabalho artístico.
Realizou exposições em diversos países e continentes e a suas obras foram adquiridas por vários colecionadores. Actualmente reside em Moçambique, onde vive há cerca de dois anos. A diversidade cromática, a diversidade dos costumes e tradições e a hospitalidade do país têm alimentado novas fases do seu trabalho.