Cristina Gonzalez Martin, é uma artista visual espanhola que iniciou o seu percurso artístico há cerca de vinte e dois anos em Bruxelas, na Bélgica. Psicóloga e especialista em comunicação, fortemente preocupada com a crise climática e com os riscos associados, o seu contacto com diferentes culturas fruto de uma vida em constante deslocação entre países e continentes, marcou profundamente o seu trabalho artístico.
Ente 2013 e 2017, durante um período em que viveu nas Ilhas Fidji, aprofundou a sua formação, consolidando o seu gosto e a sua ligação à pintura, ao inscrever-se no “Oceania Center of Arts” e no “Culture and Pacific Studies” da Universidade do Pacifico do Sul, tendo participado em vários projectos de investigação sobre a arte como meio de sensibilização pública.
Também em Fidji, para além da pintura com acrílico e óleo, experimentou outras técnicas e áreas das artes plásticas realizando obras de escultura, murais de frescos e gravura.
Algum tempo depois foi viver para Hanói no Vietnam onde ficou durante quatro anos. Em Hanói inicia-se na técnica de pintura lacada e da cerâmica.
Profundamente influenciada pelas cores da natureza e pelo seu sentimento emocional na contemplação do mundo que a rodeia, inspirando-se na riqueza dos costumes e na profundidade histórica daquela região, as suas obras evocam sonhos sobre lugares antes visitados onde o céu, a terra e o oceano se confundem e interligam numa atmosfera de mistério.
Actualmente reside em Moçambique, onde vive há cerca de dois anos. A diversidade cromática, a diversidade dos costumes e tradições e a hospitalidade do país têm alimentado novas fases do seu trabalho.
Na pintura de Cristina o real e o interior confundem-se em atmosferas de quietude. As paisagens que emergem nas suas obras são ao mesmo tempo sensoriais e interiores convidando ao silêncio. São lugares de pausa como se a própria natureza ficasse suspensa no momento da contemplação envolvendo-nos em fragmentos de cor e de emoção.
Cristina navega entre o impressionismo contemporâneo e o abstracionismo revelando uma grande sensibilidade poética.
Realizou exposições em diversos países e continentes e a suas foram adquiridas por vários colecionadores.
Em Fevereiro de 2026, apresentará a sua próxima exposição individual na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.