MULTICULTURALIDADE E ESTILOS DE APRENDIZAGEM HOLÍSTICOS

Tertúlia - Jorge Fringe - Universidade Eduardo Mondlane

10 Abr 18h00
MULTICULTURALIDADE E ESTILOS DE APRENDIZAGEM HOLÍSTICOS

Na procura de determinantes do sucesso académico, os investigadores e profissionais em educação são unânimes em apontar os interesses, a motivação, as expectativas e os estilos de aprendizagem do estudante como factores cruciais. Vivemos num mundo em que a globalização e a internacionalização do ensino superior colocam desafios aos principais actores do processo de ensino e aprendizagem. Um dos correlatos da internacionalização é a crescente procura de cursos oferecidos em países ocidentais por cidadãos de outros países. Este fenómeno é tão crescente que se indica que parte dos PIB de alguns países ocidentais contam da indústria do ensino superior.

No entanto, o sucesso destes estudantes migrantes depende, entre outros, da sua adaptação ao modus vivendu dos países receptores. Uma das dimensões que em tal se verifica são os estilos de aprendizagem. O mundo ocidental valoriza processos de análise, raciocínio lógico, quantificação em detrimento da intuição, emoção e trabalho em grupo que são valorizados pelas sociedades orientais. Visto que a aprendizagem está intrinsecamente ligada a forma como se ensina, muitos estudantes têm tido dificuldades de adaptação e alcance de sucesso nas suas formações. 

Através desta comunicação pretende-se instigar uma reflexão em torno de um modelo de estilos de aprendizagem que sendo holístico parece abrir espaço para adopção de um tipo ensino que acomode estilos de aprendizagem valorizados nestes dois mundos aparentemente incompatíveis sem prejuízo da qualidade de ensino. Trata-se do modelo de cérebro total desenvolvido por Ned Herrmann nos estados unidos e que tem sido testado na Ásia e África (incluindo Moçambique) e que se apresenta como um desafio aos docentes do ensino superior.